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A cibersegurança tornou-se uma mega tendência deste ano

14 Abril 2021, By Arantxa Aguilera, Head of Digital na Canela

Se há uma coisa que 2020 conseguiu, foi impulsionar a digitalização das empresas, que mudaram da noite para o dia, pois começaram a ter os seus empregados conectados a partir de casa, cancelaram-se viagens, as reuniões passaram para o Zoom e os dias de trabalho transformaram-se numa maratona de ensino em casa, o que resulta no cansaço digital.

Embora as consequências desta situação estejam ligadas a múltiplas áreas – saúde, pelos efeitos que tem na saúde física e mental; educação pelo seu impacto nos programas escolares a todos os níveis; e pessoal, pelo esforço extra necessário para organizar escritório, escola, ginásio e casa no mesmo espaço – estamos a observar que a única consequência que irá afetar em pleno o mercado empresarial será a segurança.

Canela

Ter todos os empregados ligados em casa faz deles e de cada dispositivo ligado ao seu WiFi doméstico o elo mais fraco da cadeia. Os cibercriminosos desenvolveram técnicas de engenharia social para ganhar a confiança dos utilizadores e obter acesso aos seus dados privados e, portanto, às redes empresariais. Um relatório Gartner afirma que, após o começo da pandemia da COVID-19, a ciber-segurança tornou-se o segundo risco mais importante para as empresas. Os gestores de segurança das empresas viram todas as suas políticas restritivas serem inutilizáveis, uma vez que têm de permitir que dispositivos pessoais se liguem a portas USB em computadores empresariais, bem como as suas redes para comunicar com o WiFi de casa de cada empregado. Se os cibercriminosos costumavam desenvolver estratégias complexas para obter acesso a redes empresariais, agora basta oferecer um empréstimo a juros baixos com a aparência do seu banco de confiança, ou máscaras FFP2 a preços mais baixos, ou simplesmente pedir permissão para uma aplicação que os pequenos querem usar para instalar no smartphone ou tablet dos pais.

A solução não é simples, mas existe, e implica aumentar a quantidade de dinheiro atribuído à ciber-segurança nas empresas e instituições. Por um lado, para reforçar as infraestruturas de comunicação existentes e, por outro, para enfrentar os novos desafios colocados pela chegada do 5G e a enorme expansão da “Internet of Things” (IoT). A primeira solução passa por permitir o estabelecimento de redes privadas baseadas em 5G que se ligarão a redes empresariais e devem proporcionar um nível de segurança em conformidade com o estabelecido pela empresa. A segunda, introduzir a dispositivos tão mundanos como frigoríficos, lâmpadas, máquinas de lavar roupa ou ar condicionados domésticos na equação da segurança corporativa. Em suma, a cibersegurança tornou-se uma mega tendência que reunirá outras tendências tecnológicas que marcarão o desenvolvimento de 2021 e ajudarão a consolidar a digitalização do tecido empresarial.