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Ilustradores e marcas: o impacto da imagem nesta promissora parceria

3 Junho 2021, By Ana Escudeiro, Junior Account Executive en Canela

Quando o velho ditado de que “uma imagem vale mais que mil palavras” começou a ser utilizado, não havia redes sociais, embora o seu significado seja perfeitamente adaptado aos dias de hoje. Vídeo, fotografia e texto fazem todos parte de um ecossistema de informação em que as marcas tiveram de dar o salto e adaptar-se e, embora a mudança seja constante, ilustradores e artistas gráficos também encontraram a sua oportunidade de dar a conhecer o seu trabalho.

O Instagram, devido à sua natureza visual, tornou-se uma plataforma ideal para este conteúdo onde artistas de outros tempos poderiam ter sido considerados “influenciadores”. O artista pop Keith Haring, por exemplo, poderia ter dado o salto do metro de Nova Iorque para os ecrãs de milhões de pessoas, embora hoje existam dezenas de relatos de fãs que resgatam o seu trabalho para que ele possa ocupar a seu lugar nesta rede social. Basquiat é outro artista que, com certeza, não podia imaginar que uma das suas obras, “Bird and Money”, seria maciçamente partilhada através de “stories” do Instagram com o lançamento do último álbum de The Strokes, que decidiu resgatar o quadro para a sua capa.

Canela

Nostalgia à parte, a verdade é que nos últimos anos surgiram novos nomes de ilustradores que poderíamos considerar “nativos” desta plataforma, difundindo as suas criações através da rede, uma tendência que está ligada à democratização da arte e que chega a um grande número de pessoas de todas as idades. E é precisamente esta ideia que as marcas abraçaram para comunicar as suas mensagens, com o impacto e a originalidade que só o artista pode criar.

Como exemplo, há alguns meses pudemos ver a campanha da Satisfyer do Dia da Mulher em parceria com a Heforshept, onde prestou homenagem a todas as mulheres. Sol Ilustration, a página de Solange Costa, criou share of voice da campanha da Satisfyer com a BERLINABLE com os seus desenhos e humor. E ainda a ilustradora Clara não criou uma ilustração com um conto erótico, para incentivar a participação dos seus seguidores no concurso em vigor.

Em suma, com os ilustradores abre-se uma nova gama de opções na forma de criar conteúdos, uma vez que dão um salto qualitativo e conseguem chegar ao espetador de uma forma diferente, mesmo que o façam através de um ecrã, como qualquer “influenciador tradicional”. É esta uma tendência crescente ou uma inclinação mais casual? O que é claro é que as redes sociais estão posicionadas como um importante altifalante e, claro, esta relação pode dar muito que falar a empresas, agências e, claro, a criadores.