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Tendências e estratégias para melhorar a comunicação B2B

24 Março 2022, By Borja García, Sr Account Executive na Canela

Ao analisar o setor B2B (Business to Business), devemos ter claro que os avanços tecnológicos, bem como as mudanças sociais e estruturais, podem alterar completamente o discurso de toda uma estratégia. Para cada situação que mude o comportamento das empresas, a sua economia ou a sua estabilidade, haverá sempre uma ideia ou uma perspetiva comunicativa de interesse para os meios de comunicação, e mais importante ainda, para os seus clientes. Assim, estar consciente destas tendências tecnológicas e da sua influência no mercado é vital quando se trata de comunicação B2B.

A comunicação B2B é desenvolvida por empresas que desejam vender as suas soluções, produtos ou serviços a outras empresas. Contudo, o trabalho das agências dedicadas a este tipo de comunicação é fornecer aos meios de comunicação informações relevantes, ligadas à realidade e às empresas que possam ser úteis para a criação de artigos e relatórios. Isto não é uma tarefa de marketing, mas sim um exercício de comunicação. A nossa estratégia deve basear-se não só em comunicados de imprensa para dar a conhecer um produto ou serviço, mas também através do posicionamento dos porta-vozes da marca, que se tornam fontes recorrentes de informação para os meios de comunicação social.

Estas são as tendências que lhe interessarão se tiver de delinear uma estratégia de comunicação B2B:

Cibersegurança

A segurança tornou-se fundamental para as empresas, sobretudo porque estão conscientes do conflito que vivemos atualmente. Os ataques, cada vez mais sofisticados e prejudiciais, são também cada vez mais dispendiosos para as empresas. Por conseguinte, é importante fornecer informações sobre prevenção, recuperação e proteção de dados e bens. Evitar o risco que representa para a reputação da empresa é essencial e será a tendência para as empresas que desejem progredir no seu processo de digitalização. Empresas como Palo Alto Networks, líder internacional em cibersegurança, falam de ciberespionagem ou dos diferentes tipos de ataques, como o phishing, a que estamos habituados. No entanto, a empresa diz que a principal ameaça, e a que é atualmente mais divulgada, é o ransomware.

Transformar o espaço de trabalho

A segurança não é tudo; é necessário equipamento e tecnologia profissionais para permitir aos empregados trabalharem de uma forma totalmente flexível. Empresas como a Dynabook têm vindo a desenvolver ferramentas de realidade assistida ou computadores portáteis que se podem adaptar às novas rotinas do trabalhador híbrido. As equipas que dividem o seu tempo entre estar à distância e no escritório devem satisfazer três critérios principais por ordem de relevância de acordo com um inquérito realizado pela própria empresa: segurança (81%), desempenho (78%) e portabilidade (70%). Ao mesmo tempo, é necessário ter equipamento de qualidade para que as reuniões online não sejam uma desvantagem para os profissionais. Empresas como a MAXHUB, especialistas no desenvolvimento de soluções de colaboração audiovisual, são líderes neste sector.

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Edge computing e Inteligência Artificial (IA)

A informação sobre estas tecnologias é particularmente procurada pelas organizações e é um tema recorrente nos meios de comunicação social. De acordo com um relatório da Linux Foundation no ano passado, a capitalização do mercado global de infraestruturas de edge computing deverá valer mais de 800 mil milhões de dólares até 2028. Ao mesmo tempo, as empresas também procuram investir em IA em pelo menos algumas das suas funções empresariais. Precisamente o ano de 2022 será o ano da fusão da edge computing e da IA: aplicações como a assistência remota e a monitorização da linha de montagem estão a tornar-se cada vez mais acessíveis às empresas.

Robótica

Se falamos de sistemas de distribuição e embalagem, devemos também pensar na metamorfose dos armazéns. Por esta razão, a robótica já não é uma coisa do futuro. Empresas como a Locus Robotics já oferecem soluções baseadas na robótica, um assunto que está a ter um impacto crescente nos meios verticais e que é particularmente atraente devido à redução de custos e ao aumento da produtividade. Ser capaz de adaptar a gestão do armazém aos períodos de pico de vendas é uma realidade graças à sua tecnologia Robot as a Service (RaaS) que aumenta ou reduz o número de dispositivos, dependendo das necessidades do negócio.

Comércio unificado

A integração de produtos e serviços através de múltiplos canais é um tema particularmente interessante para o setor do comércio eletrónico. A pandemia transformou completamente a forma de trabalhar das empresas e estas exigem a colaboração de parceiros que se adaptem à sua abordagem omni-canal, especialmente em termos de pagamentos, para além da inclusão de opções de pagamento diferido tanto nas lojas físicas como no comércio eletrónico. Neste sentido, podemos falar da personalização da compra, da experiência do utilizador ou da transformação tecnológica das empresas. De acordo com a Adyen, uma plataforma de pagamento escolhida por grandes empresas globais, 36% dos retalhistas em Portugal têm uma estratégia de digitalização formal e ativa. E se falarmos de pagamentos, 7 em cada 10 empresas consideraram muito relevante garantir a disponibilização de opções de pagamento consistentes em todos os canais.

Face à crise e à instabilidade causada pelo atual contexto político, vários pontos essenciais emergem: relatórios sobre processos capazes de melhorar a personalização e a fidelização dos clientes, comunicação interna adequada, produtos ou meios de comunicação para os trabalhadores, redução de custos, ou mesmo opções para que os clientes e os dados da empresa estejam constantemente seguros. Tecnologia e inovação são os grandes padrões da comunicação B2B e são decisivos para compreender a direção das empresas e a sua estratégia de comunicação, não só em Portugal, mas em todo o mundo.