News

Ganhou a Lotaria de Natal? Estas dicas vão ajudar a gerir o prémio

27 Dezembro 2021, Vivid

A Lotaria de Natal é uma das tradições mais antigas e queridas de Portugal, tendo sido inaugurada por D. Maria I em 1783. O vencedor deste ano é conhecido hoje, habilitando-se a um prémio de 12,5 milhões de euros. Mas será que alguém está verdadeiramente preparado para receber este montante? A fintech Vivid, a plataforma que combina banca e investimento numa única aplicação, apresenta cinco dicas a ter em conta se ganhar o jackpot da lotaria de Natal.

 

  1. Manter o anonimato

Quase 75% dos vencedores da lotaria partilham a notícia imediatamente com o seu parceiro e família (1). No entanto, em caso de ganhar o jackpot de Natal, ser discreto deve ser uma prioridade. Caso contrário, é provável deparar-se com muitas pessoas a bater à porta e tornar-se um alvo fácil para os vigaristas.

Por mais que partilhar a alegria e celebrar a sorte, é importante tentar conter a excitação para evitar ter de lidar com pressões adicionais que possam resultar em decisões precipitadas. Uma solução para manter a identidade em segredo é, por exemplo, enviar um advogado para levantar o prémio em nome do vencedor.

 

  1. Opte por pagar dívidas

Depois de receber o prémio, a primeira coisa a fazer é pensar nas possíveis dívidas e ordená-las por taxa de juros (hipoteca da casa, pagamento do carro, etc.). Em primeiro devem estar os que têm as taxas de juro mais altas e, por último, os que têm as mais baixas. Desta forma, será mais fácil ordernar prioridades.

Pagar as dívidas permitirá tanto poupar dinheiro a longo prazo, como saber exatamente quanto dinheiro do prémio sobra para gastar, poupar ou investir. Se depois de pagar as suas dívidas já quase não existir capital para outras coisas, não é preocupante: pagar dívidas é sempre mais importante do que poupar, segundo a Vivid.

 

  1. Diz-me quem és e eu dir-te-ei como gerir o prémio

Uma vez liquidadas as dívidas, e se ainda sobrar dinheiro, há que avaliar quais os passos seguintes. Provavelmente, gastar tudo não é a melhor opção, tal como não é necessário colocar a totalidade do montante nas poupanças. Mas como definir que parte gastar, que parte poupar e como o fazer?

Existem três tipos de personalidades. A primeira, o “grande gastador”, é aquele que quer viver em grande escala, é arriscado e não está preocupado com as poupanças. Para este tipo, a recomendação da fintech alemã é gastar 60%, atribuir 20% à poupança ou a um ETF de baixo risco – como o S&P 500 ou índice industrial Dow Jones – e investir os restantes 20% em acções que acarretem mais riscos, mas também são mais plausíveis de gerar um retorno mais elevado.

A segunda personalidade é a “moderada”, que compreende as pessoas que querem gastar pouco, mas que estão igualmente interessados em aumentar as suas poupanças sem risco excessivo. Neste caso, a aposta deve ser de 40% do prémio para desfrutar, 30% para poupar, 15% para investir em ações e os restantes 15% para investir numa ETF. Com esta divisão, existe uma margem positiva para despesas, sendo a próxima prioridade a poupança e o que resta dividido entre ETFs e ações. Se o objetivo for evitar o risco, investir numa empresa de renome conhecia pelos seus previsíveis dividendos e baixa volatilidade poderá ser uma opção interessante. No entanto, quem estiver confortável em assumir um risco maior, investir numa empresa mais pequena com potencial também poderá ser uma jogada a considerar. Em ambos os casos, não está uma quantidade significante em risco.

Por último, existe a personalidade “conservadora”, que diz respeito aos que preferem não gastar, ou gastar apenas com um pequeno montante. Os consevadores estão mais interessados em alimentar a poupança, e neste caso a divisão seria: 20% para despesas, 40% para poupança e 40% para um ETF, uma vez que é significativamente mais seguro do que investir em ações. Desta forma, existe a oportunidade de aumentar ligeiramente o saldo, mas, mais importante ainda, manterá a maior parte dele.

 

  1. Procurar assessores jurídicos e financeiros

De acordo com alguns estudos, a maioria dos vencedores da lotaria não abandonam os seus empregos. Apenas 15% se reformam, 10% mudam de emprego ou reduzem o seu horário de trabalho e apenas 1% decide iniciar um negócio (2). No entanto, para aqueles que considerem deixar o emprego caso ganhem a lotaria de Natal é importante procurar bons conselheiros jurídicos e financeiros. Estes irão ajudar a construir uma carteira diversificada para fazer crescer o prémio, de modo a obter um rendimento mensal suficiente para suportar o respetivo estilo de vida.

Quando está na mesa grandes quantias de dinheiro, os investimentos são, por norma, diferentes daqueles a que estamos habituados. Por conseguinte, um consultor pode recomendar, por exemplo, a compra de imóveis, arte ou mesmo de uma determinada empresa. A diversificação será fundamental e poderá existir lucro mesmo com investimentos menos arriscados, tais como certificados de aforro.

 

  1. Não confiar cegamente em propostas de negócios de amigos ou conhecidos

Finalmente, é importante não cair nas propostas de negócios de amigos que parecem demasiado boas para serem verdadeiras. Muitos vencedores da lotaria que tentam tornar-se empresários, deixam-se levar pelos sentimentos e começam a investir em ideias arriscadas sem saberem realmente no que se estão a meter. Por conseguinte, é importante seguir os conselhos adequados antes de investir ou o risco de perder rapidamente o dinheiro e voltar à estaca zero é elevado.

 

(1) e (2) Estudo realizado por The Lott

Share this news: