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Cinco criptomoedas para estar atento em 2022

5 Janeiro 2022, Vivid

Com uma avaliação de perto de 3 triliões de dólares (aprox. 2.6 triliões de euros) e, agora que 2022 está a chegar, todos os olhos estão postos no futuro das criptomoedas. A Vivid, plataforma que combina banca e investimento numa única aplicação, identificou cinco ativos com potencial para o próximo ano.

2021 foi um ano incrível para o mundo da criptomoeda. Desde corridas à cripto, memecoins a ascender e a cair, reguladores a tentar impor um limite no Oeste selvagem da Internet, passando por bilionários a mudarem o destino de uma moeda apenas por proferirem algumas palavras, ou ainda NFTs a serem vendidas por milhões de euros. De igual forma, não há muito tempo, El Salvador tornou-se oficialmente o primeiro país a adotar a Bitcoin como moeda nacional, o primeiro ETF da Bitcoin entrou na bolsa de valores, e cada vez mais investidores tradicionais estão a apostar no que costumava ser considerado um passatempo de nerds.

Posto isto, a pergunta que se impõe neste momento é quais serão as criptomoedas mais relevantes em 2022? Não sendo algo que se possa prever, a Vivid partilha algumas com potencial para disparar ao longo dos próximos 12 meses.

Solana


Pode não ser o ativo mais recente no mercado, mas por vezes é preciso esperar até ser o seu momento de brilhar. Globalmente, a Solana é atualmente a quinta maior criptomoeda por capitalização de mercado, mas tendo em conta que começou o ano a valer quase 2 euros e está agora quase nos 140, é fácil compreender porque é que algumas pessoas pensam que a história não acabou. Adicionalmente, a Solana tem a capacidade de processar entre 50.000 a 65.000 transações por segundo, em comparação com apenas 15-30 transações por segundo da Ethereum, ou 250 da Cardano. Além disso, a Solana fá-lo por uma taxa ridiculamente barata.

Avalanche


A Avalanche já foi apelidada de “Ethereum Killer” por alguma  razão. É um protocolo de blockchain que funciona em três blockchain distintas. Uma é utilizada para criar moedas AVAX e processar transações financeiras (para as quais utiliza um sistema de prova de participação [proof of stake] de baixa emissão). A segunda blockchain trata do processo de participação em si, e a terceira dos contratos inteligentes codificados na blockchain. Devido a esta estrutura particular e a tudo o que os programadores podem fazer com ela, é considerada a plataforma das plataformas. O projeto por trás dela é incrivelmente vasto, por isso, há que mantê-la debaixo de olho.

Decentraland


Quando Zuckerberg mudou o nome da sua empresa para Meta, tudo relacionado com o metaverso foi aumentado, incluindo a MANA, a moeda da Decentraland.
A Decentraland é uma plataforma de realidade virtual que funciona na Ethereum. Os jogadores neste mundo virtual 3D dependem de ativos baseados em criptomoeda para comprar ou vender terrenos e objetos, e esta plataforma desenvolveu a sua própria moeda, conhecida como MANA. Os utilizadores podem comprar e vender bens imobiliários digitais utilizando a MANA enquanto exploram, interagem e jogam dentro deste mundo virtual.

Cardano


A Cardano foi lançada em 2017. É uma plataforma blockchain que utiliza uma fração da energia da Ethereum e da Bitcoin, processa transações de forma mais rápida, e que definiu um mapa de cinco etapas que conduzirão ao objetivo final: tornar-se um sistema descentralizado verdadeiramente autossuficiente. Os programadores poderão inclusive hospedar outras aplicações e moedas digitais na plataforma. A mesma lançou em 2021 contratos inteligentes, e agora, o seu trabalho está focado nas duas últimas fases de desenvolvimento. Isto demonstra um grande potencial para a Cardano se destacar a longo prazo, mesmo que a equipa responsável tenda, por vezes, a ser um pouco lenta demais na implementação de novas funcionalidades.

Polkadot

O ponto forte da Polkadot é a comunicação. As criptomoedas tendem a funcionar por si e, normalmente, não podem transferir moedas ou partilhar informação de uma para outra. A Polkadot foi a primeira a possibilitar a troca de dados através de várias blockchain.
A mesma encontra-se baseada numa rede principal – a cadeia de retransmissão – e  em conjuntos de parachains que a acompanham. Estes parachains utilizam uma espécie de pontes para se ligarem a outras blockchains como a Ethereum. Adicionalmente, tem como bónus uma gestão de qualidade: um dos fundadores da Polkadot é também um dos co-fundadores da Ethereum.

Este ano foi de facto um ano estranho e, apesar do que algumas pessoas possam pensar, investir em criptomoeda continua a ser uma jogada arriscada. Nesta lista, poderíamos ter mencionado moedas como a Dogecoin, que subiu mais de 6,000% no último ano, mas por vezes os números não são tudo aquilo em que temos de nos concentrar,” explica Alexander Emeshev, co-fundador da Vivid. “Ter um projeto sólido, uma verdadeira estratégia, conhecer os criadores, são todos pontos cruciais que os utilizadores devem considerar para evitar tomar más decisões. E sim, um pouco de sorte ajuda, mas concentrar-se em saber o que se pode realmente controlar é definitivamente uma estratégia mais fiável do que seguir moedas falsificadas,” termina.

 

Quaisquer opiniões, notícias, pesquisas, análises, ou outras informações contidas neste website são fornecidas como comentários gerais do mercado, e não constituem conselhos de investimento, recomendações, nem devem ser entendidas como pesquisa de investimento (independente). O autor ou autores são colaboradores da Vivid e podem ser investidores privados num ou vários títulos mencionados no artigo. A Vivid Invest GmbH oferece como agente vinculado da CM-Equity AG a mediação das transações de compra e venda de instrumentos financeiros, com exceção dos que se encontram na área da negociação de divisas pela Vivid Money GmbH.

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