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3 filmes para entrar no mundo financeiro

6 Setembro 2021, Vivid

Atenção cinéfilos! Se estão a pensar em investir, certifiquem-se de que riscaram da vossa lista de filmes pendentes estes 3 sucessos de bilheteira obrigatórios para quem quiser mergulhar no emocionante mundo financeiro.

mundo finanças

© 2013 Paramount Pictures. All Rights Reserved.

 

Existem eventos reais que inspiram filmes. E, filmes que inspiram as nossas vidas reais. Ou, pelo menos, foi isso que os cineastas Charles Ferguson, Martin Scorsese e Adam McKay devem ter pensado quando realizaram três grandes produções que nos deixaram algumas das melhores lições financeiras dos tempos de hoje.

Oliver Sachgau, especialista em finanças pessoais e educação de investimento da Vivid, a plataforma que combina banca e investimento numa única aplicação, partilha quais são as longa-metragens em questão e o que os investidores podem aprender com elas.

 

  1. Inside Job – A Verdade da Crise: um documentário imperdível com conceitos-chave

 

Vencedor do Óscar de melhor documentário em 2011, o filme conta em cinco capítulos impressionantes o antes, durante e depois do colapso do sistema financeiro em 2008. De uma forma muito realista, esta produção narrada por Matt Damon investiga as relações entre políticos, jornalistas e outros profissionais ligados aos mercados financeiros. Explica o envolvimento de cada um deles e os acontecimentos que conduziram à crise.

Embora o filme seja imperdível, pela forma ultra-precisa e didática como são expostos alguns dos mecanismos financeiros internacionais e as relações entre eles que conduziram à crise financeira de 2008, para os recém-chegados ao mundo financeiro, este filme tem outro mérito: explica de uma forma clara e completa alguns conceitos úteis para qualquer investidor. Para compreender o que são derivados, titularização ou a desregulamentação dos mercados financeiros, este documentário fascinante não deixará quaisquer dúvidas por responder.

 

  1. O Lobo de Wall Street: como aprender a parar a tempo

 

Quem disse que não se podia fazer um filme extraordinário aos 71 anos de idade? Martin Scorsese certamente não deu ouvidos a esse factor, porque „O Lobo de Wall Street“ é uma das suas obras mais dinâmicas e bem sucedidas. Inspirado numa história verídica, o filme retrata a ascensão à fama e fortuna de um corretor de bolsa obscuro e sem escrúpulos chamado Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio).

Tanto este filme, como „Inside Job – A Verdade da Crise“ podem não inspirar muita confiança em Wall Street e no mundo financeiro. No entanto, existem algumas lições a reter da longa-metragem de Scorsese. O mais óbvio é que, embora por vezes seja tentador tomar atalhos, a qualquer momento eles podem sair pela culatra. Há uma razão pela qual os mercados financeiros são regulados e porque existem instituições como a SEC (Securities and Exchange Commission) nos EUA ou a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários).

Ainda assim, também existem outras mensagens relevantes, tais como que por vezes é melhor parar quando se tem uma vantagem. A certa altura do filme, Jordan poderia ter pago uma multa de 2 milhões de dólares e ser banido do setor financeiro, permitindo-lhe aposentar-se com rendimentos suficientes para nunca mais trabalhar, se assim o desejasse. Em vez disso, ele foi em frente e recebeu um castigo colossal. O mesmo acontece com os investimentos: por vezes é preciso ser capaz de aceitar uma perda, em vez de ficar preso e perder mais dinheiro.

 

  1. A Queda de Wall Street: as finanças não estão alinhadas com a diversão

 

Este é o mais recente dos três títulos, narrando a história de um grupo de forasteiros que, em 2005, aproveitou a „cegueira“ generalizada dos bancos de investimento, governos e meios de comunicação social para antecipar o rebentar da bolha hipotecária de alto risco. Filmado em estilo documental, „A Queda de Wall Street“ destaca-se pelo seu guião engraçado e dinâmico, que surpreende constantemente o espetador.

O grande factor desta longa-metragem reside na forma inteligente do mesmo em explicar instrumentos financeiros sofisticados ao público. Não será mais divertido ter Selena Gomez numa mesa de poker a explicar o que são CDO (collateralized debt obligation) sintéticos, ou ver Margot Robbie numa banheira com um copo de champanhe a discutir o funcionamento dos títulos de crédito hipotecário, do que ter um professor universitário nas primeiras horas da manhã a dar uma longa explicação? A resposta é clara!

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